Eis do que trata o Blog: "Encontros e desencontros na vida cotidiana de uma mae expatriada, com 3 filhos pequenos do Brasil para a Tailandia! Da Tailandia para os EUA, desde 2009."
Foi muito bom voce ter vindo!
Aqui vou partilhar coisas que ja' escrevi e que vou ainda escrever sobre esse incrivel Mundo de "SER MAE" e "SER EXPATRIADA"... AO MESMO TEMPO... por ai afora!
E, claro, postar sobre PLANEJAMENTO DE FESTAS & EVENTOS, ja' que depois que me tornei UMA MAE EXPATRIADA, descobri este incrivel Mundo pelo qual me apaixonei!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Sim, eu tenho uma babá. (RC)


Texto inicialmente publicado em 30/06/2010, no UMA ESPOSA EXPATRIADA.


Eu tenho uma babá.
Sim, a babá e’ minha.
Sim, anda toda de branco.


Para mim isso sempre demonstrou meu zelo por ela, mantendo-a com roupas novas, brancas, para o calor, para o frio, para ir a praia, ao shopping, ou as festas infantis que a gente tinha quase que semanalmente em SP (Brasil).


SEMPRE a valorizei.
Sempre, inclusive, escutei seus ditos e contos da sabedoria (ou cismas) populares. Nunca lhes dei descredito.


Mas por que toquei nesse assunto?



Bem, porque ja’ tem um tempo que queria homenageá-la no BLOG. Não e’ bem o caso deste POST, porque o que me motivou escreve-lo não foi “ela”, mas o que ela representa na nossa familia e que vai em total desalinho com o que escreveu sobre babás uma amiga Blogueira (QUE NÃO TEM FILHOS) e os Comentários que aquele POST dela causou.


Explico melhor:
O POST “malhava” as “dondocas” que mantinham suas babás com roupas brancas, jantando calmamente enquanto a “servical” olhava seus filhos. Após o POST, como eu disse, uma sucessão de comentários concordando com aquilo (vocês podem ir la’ ler o artigo, clicando AQUI. AIIIIIIIIIIIIIIIIII!!! Espera! Lê aqui primeiro, ate’ o fim, poxa!!!!!!!!!!!!). Eu fui a única a insurgir contra aquilo – aliás, eu e mais uma leitora - por milhões de motivos, e os principais são:

- para mim, o uso do uniforme na babá não conota desprezo ou humilhação – muito pelo contrário. Para mim, e’ uma maneira de valorizar a funcionária (aliás, pelo menos em SP e no RJ as peças “oficiais” sao carissimas); depois, o branco tem por uso UNIVERSAL simbolizar limpeza, clareza, higiene. Onde todos os médicos, enfermeiras, manicures, esteticistas ou açougueiros costumam usar branco e isso não os desmerece, enaltece.

- O FATO DE EU LEVÁ-LA A ´´TODOS´´ OS LUGARES CONCOSCO era motivado JUSTAMENTE PELO OPOSTO DAQUELES QUE GRITAVAM POR LÁ: não achava justo bem na hora do divertimento, da ida ao Parque, ou a um bom Restaurante ou um bom Hotel, ou mesmo na hora de assistir um filme ou teatro, ou ouvir uma demosntração de piano (quando ela viu um piano de perto a primeira vez ficou encantada!), eu deixá-la em casa, sozinha (ela morava conosco) vendo TV! Na verdade estava premiando-lhe: dando-lhe a oportunidade de desfrutar aquilo tudo conosco!


É A VELHA HISTÓRIA DA MESMA HISTÓRIA SENDO VISTA POR ANGULOS TOTALMENTE OPOSTOS e tortos;

- nós melhoramos com tudo isso, a qualidade de vida dela, e consequentemente da família dela. Sempre tivemos por todos respeito e carinho. Sempre ajudamos em caráter extra, quando era necessário. Ela enriqueceu-se (fisica e monetariamente ao estar conosco) e certamente isso lhe trouxe ganhos familiares, e novas perspectivas aos seus filhos e netos;

- mais, não se deve julgar a mesa ao lado do restaurante que voce resolveu ir, pois você nao sabe a quantas anda aquela familia. Se, por exemplo, mãe e pai trabalham o dia inteiro, a semana inteira, e aquele e’ o único meio possivel deles sairem para “espairecer” fora de casa e “tentar” comer sem alguém gritar: “Manheeeeeeeeeeeeeee!!!” ou mesmoo ´´colocar a conversa em dia´´. Muitos casais tem “babás de final de semana” para ajudar com a criançada, quando eles podem encontrar um tempinho para ir ao Marcado, ou mesmo a um cinema “sozinhos”, sabia?


- e não é só, muitas vezes a babá serve de companhia à mãe, que não pode – por “n” motivos – cuidar daquela criança sozinha;

- o assunto não termina. Pode ficar ainda mais polemico se perguntamos: e aquelas mães que tem seus filhos e “dão” para SUAS MÃES (AVÓS DOS FILHOS) os criarem em nome do “estudo”, do “trabalho”, etc?


- uma casa, e’ uma organização governamental! Ela precisa ter regras, rotina, balancete (se possivel), e se tem verba e possibilidade costumam ter empregados para ajuda diaria ou semanal. Pronto! A babá e’ uma FUNCIONÁRIA daquela micro (ou mega)-empresa! E como de um modo geral as boas empresas são, mantem seus empregados bem uniformizados, sim!


- uma loja de departamentos, uma escola, um hospital, um prédio bem cuidado... em todos os lugares vê-se pessoas/funcionários uniformizados. Há algum crime nisso?


- estamos há um ano e alguns meses na Tailândia e minhas filhas (o pequeno ainda somente agora começa a ter noção de números) SEMPRE incluem a minha (ops! quis dizer nossa) babá nos desenhos e na contagem quando o assunto é ´´membros da Família´´.


Pois assim, insisto: isto e’ um cuidado a mais com SEU funcionário. Em São Paulo ou no Rio de Janeiro (falo dessas Capitais pois morei em ambas), quando vemos uma baba’ trajando “qualquer peça” logo pensamos que e’ descaso e desrespeito! E’ justamente o oposto do que fala minha querida amiga Blogueira!


Todos sabem: tenho tres filhos com menos de 6 anos. Se você não controlar a situação, a situação engole você. Você não consegue sequer fazer um xixi sem ter alguem batento (leia-se surrando, por favor) a porta para entrar e dizer: “mamae, você viu a minha canetinha vermelha?”. Puxa! Que situação de emergencia, hein? Não podia esperar mamãe um minutinho???


Pois e’...
AMO SER MÃE. AMO A VIDA QUE TENHO E QUE LEVO. A VIDA QUE ESCOLHI.
EXAGERO? Não, não exagero.


No meu entendimento a gente leva a vida que QUER. E MORRE do jeito que QUER também. Recentemente li uma Crônica do Manuel Carlos numa das Revistas da Editiora Abril, onde contava exatamente isso: que era uma coisa que seu pai falava sempre: “morreu de cirrose porque quis... sabia dos males da bebida... mas queria viver desse jeito: bebendo...” e fiquei feliz por saber que o “pai dele” também pensava assim...


Minha amada baba’ merecera’ um POST so’ para ela, contando a sua história: de ter 12 filhos (um falecido), TODOS DO MESMO MARIDO (ja’ falecido), REGISTRE-SE... 19 netos... UM bisneto a caminho... ainda ter 50 e poucos anos, ter a pele ma-ra-vi-lho-sa, estar sempre de bom astral (uma amiga disse que e’ porque os filhos anestesiaram-lhe qualquer tipo de sofrimento), vaidosa, presença marcante na familia: uma verdadeira Matriarca!


Viva!
Ops! Agora que me dei conta: seu nome REGINA, significa justamente V. MAGESTADE, a Rainha!

Obrigada, Regina, por cuidar de mim, ao cuidar dos meus filhos. E ao cuidar dos meus filhos, de mim. E, ainda agora continuar na nossa Familia, cuidando e zelando, agora, por minha Mãezinha! e assim, retornando o ciclo: cuidando de mim!
Obrigada!
(RC)


EM TEMPO (RC): Minha querida Eli, donde deu-se inicio minhas letrinhas sobre o assunto agora esta' gravida, e logo-logo estara' com seu bebe nos bracos, experimentando as delicias e segredos de ser MAE! E tem dado, em seu BLOG, excelentes POSTS sobre essa incrivel experiencia, especialmente nas carcateristicas da Gestacao dela. Quer saber mais? Entao visita ela, ok? AQUI O'!

Protected by Copyscape Online Plagiarism Detection Este POST contem o marcador "(RC)", e possui seus direitos legais reservados de autoria.

3 comentários:

Gina disse...

Amei esse post!
Minha filha teve 2 por um ano e cinco meses, ambas zelosas (mãe e filha que se alternavam), uma graça mesmo.
O sorriso da Regina já diz tudo!
Bjs.

Karen Gordon disse...

Encontrei seu blog por algum outro blog! Amei o post! That's it, period. Assino embaixo!
:)

Renata C., UMA EXPATRIADA (esposa, mae, mulher...) disse...

Renata,

quanto à sua babá, (ou melhor, das crianças), faço a ressalva que ela também enriqueceu seus filhos com todos os conhecimentos que tem e que é capaz de criar filhos alheios.

Tratando sua funcionária com o devido respeito e pagamento por tudo o que combinaram, sem medo de errar, digo que vc está cumprindo com o seu dever trabalhista e seu dever moral e emocional.

beijos

Angela

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