Eis do que trata o Blog: "Encontros e desencontros na vida cotidiana de uma mae expatriada, com 3 filhos pequenos do Brasil para a Tailandia! Da Tailandia para os EUA, desde 2009."
Foi muito bom voce ter vindo!
Aqui vou partilhar coisas que ja' escrevi e que vou ainda escrever sobre esse incrivel Mundo de "SER MAE" e "SER EXPATRIADA"... AO MESMO TEMPO... por ai afora!
E, claro, postar sobre PLANEJAMENTO DE FESTAS & EVENTOS, ja' que depois que me tornei UMA MAE EXPATRIADA, descobri este incrivel Mundo pelo qual me apaixonei!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

ADOÇAO (RC) - REPUBLICADO NO UMA ESPOSA EXPATRIADA

Imagem: DAQUI

ADOÇAO, sob meu ponto de vista:

A ADOÇAO e’ (ou deveria ser) um ato de amor tão natural quanto o de gerar um filho.
Em ambos os casos o “motivo” pelo qual muitas pessoas os tem (filhos adotivos ou paridos) e’ que o cerne da questão e sua própria “critica”.

Senão vejamos:
SERA’ A ADOÇAO, UM ATO DE AMOR OU EGOÍSMO?
Por que se decide ter um filho? Porque você o deseja por simplesmente amar o objeto de um amor que ainda nem brotou... ou você...
- “precisa” cumprir o ritual social de casar e ter filhos, ou se não “conseguiu” casar, “ao menos” conseguir ter um filho!
- quer “segurar o homem/marido”?
- quer mostrar-se “potente”?
- quer deixar descendentes herdeiros?
- desconto no Imposto de Renda? Benefícios fiscais, bolsas-auxilio, e afins?

E por que se decide adotar um filho? Porque você o deseja por simplesmente amar o objeto de um amor que ja’ brotou... ou você...
- quer se mostrar “moderno” como os “famosos”?
- não quer “estragar o corpo”?
- ja' gastou todas as suas economias (vendeu carro, casa, etc) tentando engravidar por inseminação artifical e afins e não conseguiu?***
- e por todos os motivos acima destacados na questão “ter um filho”?

Mas quando se adota, por que tanto medo – sim, esse medo ainda existe - quando o assunto e’ assumir publicamente uma adoçao (excetuando o caso de “parecer moderno como os famosos”)?
- rejeição social?
- rejeição filial?
- um dia “ele vai descobrir” e vai te culpar? Ou pior: vai querer descobrir seus pais “verdadeiros” e vai te deixar e correr para os braços da “genitora” caso seja possível encontra'-la?
- ao adotar você “assina um documento” comprovando sua “incapacidade” de procriar? Ou sua “vaidade com o corpo”?

E quando algo “da’ errado” na adoção educação? Todas as escusas são possíveis?
Explico:
- quando um filho parido e’ grosseiro, tem mal carater (a gente ja’ nasce com ele, não nasce?), ou e’ feio, por exemplo, socialmente, costuma-se logo “justificar” o fato com “ah! Ele não tem culpa de ser assim... ele puxou o avo! Ou o bisavo! Nos não somos assim! Ah! Nos, os pais? Não!”

- mas se o filho adotivo e’ rebelde ou revoltado, ou tem as mesmas caracteristicas dantes citadas... "Ah! Ele e’ assim porque “descobriu” sobre a adoção! Ou porque provavelmente a mãe que o pariu ou o pai que o abandonou eram viciados-bebados, ou criminosos fugidos da policia!", “Ninguem e’ desse jeito na Família... ele e’ assim porque a gente não conhece o DNA dele” (no filho “parido”... os defeitos desaparecem... todo mundo fica caladinho...)!

A Midia também não ajuda. Quando acontece algum crime escandaloso, alguma barbárie como no caso do assassino psicopata de Realengo, que saiu atirando em criancinhas, vem logo a Manchete Jornalistica: “Fulano, filho adotivo, atira em criancinhas...” ou “A Família adotiva não quer falar sobre o assunto...”.


Mas e aqueles tantos outros monstros que sequelam seu pares, quando matam, esquartejam, etc? E a centena de casos Richthofen que nem vem a tona porque não envolvem Grandes Fortunas, e Bairros Finos da Capital Paulista? Filhos “de sangue”... de sangue derramado...

NINGUEM VEIO AO MUNDO A TOA E NINGUÉM O DEIXA TAMBEM SEM UM MOTIVO.
Minha explicação para a adoção e’: a mãe biológica foi o envolucro necessário para trazer “aquele exato ser humano” a esta Terra, da maneira que foi, exatamente como foi. E a mãe adotiva precisava também passar por aquele Processo, DAR A LUZ (literalmente) “A” ALGUÉM, e aceita’-lo como seu, ainda que pudesse não ser seu, ou que alguém pudesse imaginar que algum dia não o tivesse sido, desde o começo.

O Cosmos sabe o que faz.

E tenha sido por motivo nobre, generoso, amoroso, caridoso ou pobre, mesquinho, interesseiro ou torpe, UM TINHA QUE SER DO OUTRO e ponto.

Termino, pois, com o que me contou a amiga Adriana: “meu irmão adotivo e’ a minha cara!”. CLARO! E PODIA SER DIFERENTE?
Beijos cheios de amor a todos que conseguiram chegar ate’ aqui (sem fazer “leitura dinamica”, espero), agradeço sinceramente, pois sei que o POST ficou longo demais. Mas não conseguiria fazê-lo de outra forma...
(RC)

* Antes que algum desavisado não entenda leia o POST, sou 100% A FAVOR DA ADOCAO, como ato pleno de AMOR.

** Este POST e' uma homenagem a todas as mães, de filhos paridos e adotivos.

*** Muita gente (especialmente expatriados que não acompanham a Midia Brasileira) não esta' sabendo do caso alarmante do "Dr." Roger Abdelmassih, foragido da policia, condenado a 278 anos de prisão pelos abusos e estupros sistemáticos de dezenas de pacientes. Ele era considerado o mais renomado especialista em reprodução humana do Brasil e subiu ao banco dos réus em 2008. Agora, a REVISTA ÉPOCA publica uma matéria especial (LEIA AQUI) onde destaca: "Pais descobriram que os bebês concebidos com a ajuda de Roger Abdelmassih não eram seus filhos biológicos".
E eu pergunto: "E ai Jose'?"



ADITADO: Vejam esta CARTILHA DA ADOCAO, ON LINE.


4 comentários:

Clau Finotti disse...

Oi Renata!

Eu não li os posts que você citou nos outros blogs. Estou iniciando um processo de adoção (só cadastro, sem criança, só na fila mesmo), e acho que a equipe multidisciplinar do Fórum (assistentes sociais e psicólogas) tem papel muito importante na hora de esclarecer e captar realmente o que deseja aquele candidato a adotante.

Caridade é uma coisa que se pode fazer todo dia, basta querer e tem gente ao lado pra ser ajudado. Mas adoção não é caridade! Ter um filho é muita responsabilidade e para sempre. Caridade é amor também, mas você pode ajudar sem que isso influencie muito na sua vida. Eu nunca pensei em ter uma criança para tirá-la da miséria ou de uma vida difícil simplesmente, eu quero uma que me complete os sentimentos de mãe e que eu seja para ela a mãe que ela precisa/deseja. Antes achava que seria meio difícil me afeiçoar a uma criança que não tivesse as características da minha família, mas desde o início do processo as coisas tem mudado no meu modo de pensar e do marido também.

Estou aprendendo muuuito, um dia pretendo abordar o assunto no meu blog, da minha experiência, e assim me aproximar de outras pessoas com histórias semelhantes.

Bjo grande, ótimo assunto prá ser abordado.

Clau Finotti

Tuka Siqueira disse...

Costumo dizer, que muitos pais adotivos "escolhem" seus filhos como se escolhe batatas na prateleira do supermercado, por isso talvez as adoções não sejam o sucesso que deveriam ser. Ao contrário, quando parimos um filho, aceitamos esse filho como ele vem ao mundo, com seus defeitos e problemas, pois o amor se construiu ao longo da gestação. Isso não quer dizer que mães biológicas não maltratem e rejeitem seus filhos, nem que mães adotivas não os amem incondicionalmente. É só uma constatação. E a enxurrada de informações que a mídia despeja todos os dias, esta fazendo com que muitas mães biológicas também idealizem seus filhos e sofram, e os rejeitem, qdo nascem diferentes.
Entendo o teu ponto de vista, o desejo de se ter um filho, seja de que modo for, deve partir do princípio de que temos tanto amor para dar que é preciso mais alguém para recebe-lo, então tem-se filhos, para que sejam receptores desse excesso de amor.

Beijos.

Flavia Mariano disse...

Concordo com a Clau, adoção não é caridade. Sempre quis muito adotar, mas o tempo está passando e estou vendo que não adotar nem ter o meu próprio...

Mas adoção nada tem a ver com ser bonzinho com o outro, é filho para sempre. Por isso, acho que tem muita burocracia, mas ela é necessária. Porque quando um filho biológico dá trabalho ninguém arruma desculpas ou pensa em devolver, mas muitos pais adotivos pensam que a qualquer momento podem devolver a criança como um produto. Assim, apesar da burocracia diante de tantas crianças a serem adotas, é preciso fazer uma seleção muito apurada.

Não se pode brincar com essas crianças.

Eu sou a favor da adoação como ato de amor. Mas não acho que é para qualquer um.

Beijos

Renata C., UMA EXPATRIADA (esposa, mae, mulher...) disse...

Obrigada meninas, pelos coments! A Clau tb falou sobre o assunto la' no BLOG dela: http://claufinotti.blogspot.com/2011/06/pensa-em-adotar-uma-crianca.html

Bjs!

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